11.08.16Olhar firme,
quase suplicante.
Fixo!
Perdido!
Voei naquele olhar.
Antes protetor,
companheiro
e solidário,
transmitia segurança.
Tento entender.
Naquele instante,
pedia ajuda.
Estava com a palavra presa na garganta.
Senti que procurava em mim,
tudo aquilo que antes eu recebia dele.
.A solução, eu queria ter,
mas impotente fiquei.
A confiança entendi,
A responsabilidade, introvertida indaguei.
Seu silêncio, respeitei.
Também calei.
Passou pouco tempo e
ele se foi...
Suplico em vão,
fale!
Resta-me o silêncio dolorido.
Converso com o infinito.
Sofro por aquele olhar.
Continuo na vida,
com olhar perdido do pai.
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